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Saiba como anda o mercado de joias no Brasil

Saiba como anda o mercado de joias no Brasil

Em uma época de incertezas como a que o país vem atravessando nos últimos anos, é natural ter mais cautela ou até mesmo pensar em paralisar os planos de expansão de um negócio. No entanto, se você atua no mercado de joias no Brasil e também semijoias, pode se animar, pois as perspectivas são positivas!

Ao contrário de outros setores, a joalheria é um segmento que não sente os efeitos da crise econômica, o que o torna um dos mais promissores neste momento. Entre as vantagens da área, estão:

  • variedade de portfólio;
  • percepção da qualidade dos produtos por parte dos consumidores;
  • qualidade da matéria-prima disponível;
  • variedade dos canais de venda;
  • demanda interna aquecida.

Quer saber ainda mais sobre o mercado de joias no Brasil? Continue a leitura do nosso artigo e descubra as principais tendências e curiosidades desse segmento no país!

Expectativas otimistas

Apesar da crise financeira presente no país, os produtores de joias e semijoias não registraram, de maneira geral, quedas em suas produções. Os números disponíveis no relatório do McKinsey Global Institute demonstram que a expectativa de crescimento do mercado é de até 6% ao ano.

Na prática, as vendas do setor devem chegar à casa dos US$ 250 bilhões anuais até 2020. O diretor do Instituto Brasileiro de Gemas e Materiais Preciosos (IBGM), Écio Moraes, considera que a queda da inflação e a consequente recuperação do poder de compra dos consumidores vêm impactando positivamente o setor.

Outro ponto de destaque refere-se ao tamanho da cadeia produtiva brasileira. Uma pesquisa conduzida pelo IBGM, com 261 indústrias ligadas  ao mercado de joias, apurou que o país está no ranking dos 15 maiores produtores de peças em ouro, com um total de 22 toneladas de joias criadas e comercializadas.

Produto nacional competitivo no exterior

Conforme mencionado no item anterior, o setor de joalheria do Brasil tem destaque mundial. Como reflexo, há o aumento da exportação de produtos nacionais para outros países, como Estados Unidos, Alemanha e Canadá.

Esse potencial é crescente. Em 2013, o IBGM apurou que a exportação de pedras preciosas em estado bruto atingiu US$ 45.429. Só em rubis, esmeraldas e safiras lapidadas, foram US$ 27.490. As joias fabricadas em metais preciosos alcançaram US$ 36.188.

A melhoria nos processos de produção e a qualidade dos produtos brasileiros vêm permitindo ao Brasil concorrer em condições de igualdade com nações de muita tradição no setor de joias, como Itália, Tailândia e Índia.

A criatividade de nossos designers e fabricantes, aliada à beleza das pedras brasileiras e à variedade de materiais e estilos, fez com que as peças produzidas por aqui caíssem no gosto dos estrangeiros.

A riqueza cultural brasileira ganhou expressividade em joias únicas, elaboradas a partir de um mix de tecidos, pedras, palhas e materiais orgânicos. O que, para muitos, pode ser considerado lixo vira luxo em apenas um instante quando chega às mãos dos incríveis artistas daqui.

Gemas brasileiras

Além de ser destaque na produção de joias em ouro, é do Brasil 1/3 da produção de gemas do mundo inteiro. Por aqui, a produção de ametista, citrino, água-marinha, turmalina, topázio e quartzo acontece em larga escala.

Da mesma maneira, a produção de esmeraldas é destaque; ao passo que o topázio imperial e a turmalina da Paraíba são encontrados apenas em território brasileiro.

Toda essa riqueza concentra-se nos estados de Tocantins, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Neles, há aproximadamente 4 mil empresas do ramo, sendo que cerca de 99% desse número é formado por pequenos negócios.

O faturamento anual do setor de gemas já alcançou US$ 6,5 bilhões e tem muitas possibilidades de expansão. Uma delas é a tendência de peças com pedras naturais e a menor lapidação possível.

Investimento em tecnologia e competitividade

Com o mercado aquecido, o setor tem investido em tecnologia. Essa estratégia é fundamental para aprimorar toda a cadeia produtiva e atender ao mercado exterior com excelência. São recursos como os listados abaixo que trazem mais qualidade aos processos e ao produto final:

  • máquinas importadas;
  • insumos;
  • equipamentos;
  • ferramentas;
  • softwares de gestão;
  • monitoramento dos canais de comunicação;
  • sistema de câmeras de segurança.

O aperfeiçoamento das técnicas de produção e a atenção às tendências também são diferenciais, especialmente para os designers. Modelagem de joias 3D, mistura de materiais e acompanhamento dos destaques de novelas ou Fashion Weeks ao redor do mundo permitem a confecção de peças diferenciadas, especialmente quanto ao design e ao estilo.

Causas do crescimento

O desenvolvimento do mercado de joias também está ligado a criatividade dos joalheiros. Não só na hora de fazer o designer das peças, mas também na utilização de pedras de diferentes tipos, bem como materiais variados, o que traz mais variedade de produtos oferecidos.

Essa gama maior disponível faz com que o consumidor consiga encontrar aquela peça que mais se encaixa nas suas necessidades, aumentando as chances de compra. No caso, das semijoias, o mercado também se encontra em expansão, devido a inserção de materiais como o aço inox, na confecção de peças masculinas. Enfim, as causas do crescimento estão ligadas diretamente à inovação e também a maior variedade de produtos oferecidos aos consumidores.

Quebra da barreira de gêneros

Falando em inovação, outra questão que favoreceu o mercado de joias está ligada à quebra da barreira de gêneros. Medalhões, gargantilhas, pulseiras masculinas têm sido inseridas no guarda-roupa feminino, e o contrário também acontecido.

Os designers da modernidade têm procurado criar peças unissex, mas também inserir elementos característicos de um gênero em itens diferenciados, prezando pela personalização. Aliás, esse é um movimento da moda de tornar os acessórios mais democráticos e menos taxados.

O fato do design das peças serem iguais para todos os públicos também tem impacto na comercialização. As chances de que elas fiquem parados nas lojas são bem menores.

Inserção do ouro 10 quilates

As joias são um objeto de desejo para muitas pessoas. No entanto, elas nem sempre são acessíveis, e para mudar essa realidade, impulsionando o mercado, foi inserido na criação de joias o ouro maciço 10 quilates. O novo material possui um custo-benefício melhor se comparado ao metal com 18 quilates.

Além do preço mais baixo, ele se assemelha à qualidade e características como cor do ouro 18 quilates. O metal precioso é procurado pela sua resistência à oxidação, além de ser hipoalergênico. Consequentemente, com essa novidade do mercado, mais pessoas têm acesso e compram joias, aquecendo as vendas do mercado e permitindo mais investimentos em inovação e descoberta de materiais que compõem as peças.

Mercado consumidor fiel

Embora em momentos de recessão econômica o poder de compra da população naturalmente diminua, o público consumidor de joias é formado majoritariamente por mulheres das classes A e B. Ainda assim, os homens também já são responsáveis por uma fatia considerável do setor.

Nessa parcela da população, a diminuição do poder de compra é menos acentuada se comparada a outras classes. Em muitos casos, porém, é notória a opção por semijoias no lugar das joias.

O público feminino, por sua vez, é extremamente fiel. O consumo de itens associados à beleza, à vaidade, ao luxo e ao requinte é um hábito cultural. Ou seja: mesmo que a economia não esteja em seu melhor momento, as vendas do mercado de joias tendem a se manterem em alta.

O público masculino também não fica de fora: o mercado para esse target tem um enorme potencial de expansão. Os homens estão comprando cada vez mais adornos para si — e não apenas para presentear mulheres.

O material preferido é o aço inox, seguido pelo tradicional ouro amarelo. Peças de titânio e paládio também vêm sendo requisitadas. As joias mais procuradas são os anéis, simples ou sofisticados, geralmente de design sóbrio e reto. Em seguida, vêm as pulseiras dos mais variados tipos, os brincos e as abotoaduras.

Vantagens e desvantagens do crescimento do mercado de joias no Brasil

O crescimento do mercado de joias no Brasil tem um impacto positivo, mas isso não faz com que ele deixe de apresentar alguns problemas, como mostraremos a seguir.

  • o mercado atraente faz com que o número de concorrentes aumentasse de maneira considerável, o que pode ser um empecilho à expansão de uma marca, por exemplo;
  • existem diversos fornecedores, mas devido à necessidade de agilidade e também à concorrência, muitos praticam preços mais baixos em troca de uma diminuição na qualidade;
  • as peças são facilmente copiadas, o que faz com que o trabalho do designer muitas vezes seja desvalorizado, devido às cópias.

Mesmo em meio às desvantagens ainda é possível destacar as vantagens de apostar nesse mercado para o empreendedor, principalmente, se atentando às novidades do mercado:

  • o público já conhece sobre os produtos e não é preciso fazer todo aquele trabalho inicial de lançamento de uma novidade;
  • novas tecnologias estão surgindo a todo o momento para auxiliar na produção das peças, otimizando a inserção de novidades;
  • os valores tornaram acessível as peças a mais pessoas, o que democratiza as joias.

No artigo de hoje, apresentamos as principais e mais recentes características do mercado de joias no Brasil. Como você pôde perceber, investir em tal segmento é uma excelente ideia, desde que em condições adequadas.

Por se tratar de materiais nobres e valiosos, é importante certificar-se sobre a autenticidade, a garantia e as cotações próprias de cada metal ou pedra. Também é preciso, primeiramente, conhecer o mercado, estudando o público-alvo, a concorrência e as tendências de cada estação.

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